"Campinas, 2004
Estarei descrevendo alguns fenômenos e sensações ocorridos durante um trabalho de apometria na Fraternidade do Grande Coração, em Campinas, em 2004, numa quinta-feira.
Neste dia teríamos quatro apometrias. A primeira foi para um dos participantes da FGC que correu de forma tranqüila; senti apenas a "vontade" de escrever uma mensagem para a pessoa que estava sendo atendida, o que foi feito, posteriormente, pelo preto velho que me assiste através da psicografia.
No segundo atendimento ocorreram fatos que merecem um estudo mais elaborado. A apometria seria para um homem que reside em cidade distante e seria feito através de um dos médiuns da casa que o conhecia. Este serviria de "ponte", pois o mesmo não estava presente em função da debilidade de seu estado. O atendido tem gravíssimos problemas de fígado e irá realizar um transplante dentro de algumas semanas. Está, portanto, sendo preparado espiritualmente para a intervenção.
Deu-se início aos trabalhos e alguns médiuns começaram a receber as informações relativas ao atendido. Depois de algum tempo me vi em uma casa com um homem que estava necessitando de ajuda. Era a casa do atendido, conforme pude comprovar mais tarde. Logo em seguida este quadro mudou para um local sem paredes, mas com uma definição clara de "local determinado".
Ele havia sido desdobrado para um hospital na espiritualidade, o Hospital do Grande Coração, que atende esta casa.
O atendido estava como em uma maca e em volta algumas pessoas o cuidavam, ágeis, com luzes e outros aparelhos. Concentrando-me um pouco mais pude ver um vazio no local do seu fígado, como se fosse um buraco. Imediatamente comecei a enviar ectoplasma para o local afetado. Este processo durava uns dois minutos quando pedi a um dos dirigentes do trabalho para que solicitasse, a quem estivesse disponível, que doasse energia, pois minha fonte não estava sendo suficiente.
Não entrarei em detalhes do tratamento ao atendido neste momento, pois o enfoque deste relato é falar das sensações de um médium.
Durante a doação o sentimento era bom; sentia as dificuldades do atendido, mas estava bem em poder ajudar.
De repente, como se algo tivesse mudado, senti um fortíssimo sentimento de tristeza; uma angustia imensurável e comecei a chorar um choro de desespero. Já não eram mais minhas reações; acompanhava tudo sem poder interferir, pois tinha apenas o sentido da grande emoção que estava presente. Já não estava mais no hospital espiritual trabalhando; estava na sala de apometria novamente.
Como em um piscar de olhos iniciou-se uma sensação física avassaladora. Todo o meu corpo foi surpreendido por uma forte dormência, daquelas que não conseguimos nem nos mexer, pela dor que produz. A dormência ia dos dedos dos pés a todos os fios de cabelo. Já não estava mais percebendo as sensações de tristeza, tal fortes eram as reações físicas em meu corpo. A dormência aumentava e saía do meu corpo físico. Estranhamente sentia dores fora de meu corpo. Esta sensação era fortíssima, como se estivesse ligado por milhares de agulhas elétricas. Sentia meu corpo enfraquecer; a força que me atingiu era impressionante.
Neste momento passei a ser socorrido pelo dirigente e por médiuns irradiados por entidades e que trabalhavam com outras manifestações da apometria em outros médiuns desdobrados, tais como ressonâncias e objetos magiados; estes atendimentos foram momentaneamente paralisados.
Sentia ainda que meu corpo queimava, como se fosse um calor gerado por choques. Devido ao socorro recebido, comecei a me recuperar e já conseguia solicitar ajuda de meus guias. Meu corpo foi se restabelecendo e a dormência diminuía, dos pés para a cabeça. A última parte a se recuperar foi a superior, a minha cabeça.
Eu havia sido influenciado por um pseudomago negro, que, obviamente, não concordava com a assistência ao atendido, envolvido em uma trama de magia e sacrifícios humanos no passado, captada por outro médium. Dois agentes mágicos (exus) manifestados retiraram a entidade, que foi contida e desparamentada, sendo enviada para local isolado no astral envolto por um campo de força; lá ficaria até que tivesse condições de ser doutrinada, o que se mostrava impossível naquele momento.
Fiquei por alguns segundos sem compreender o que tinha ocorrido. A energia mobilizada pela entidade, membro de organização trevosa do astral inferior, tinha sido incrível. Na verdade essa manifestação fora permitida para que ela pudesse ser capturada.
Agora, após o acontecido, pude elaborar melhor os fatos e concluo:
- Houve um primeiro momento de atendimento no hospital onde atendido necessitava de energia zôo para se recuperar no que fosse possível.
- Em um segundo momento, em que já não estava mais no hospital, senti uma emoção, uma tristeza que só posso definir como coletiva, devido à sua força. Eu havia captado a tristeza das dezenas de vítimas; um bolsão de espíritos aprisionado no campo energético do atendido e que era usado pelo agente da mão esquerda, parceiro de épocas anteriores.
- Em um terceiro momento estava sendo "sugado" energeticamente por uma inteligência faminta, que tentava tirar de mim o que podia, como esfomeado, por anos, de alguma energia vital. Além disso retornava com uma energia maléfica e destruidora.
- No momento em que comecei a sentir a grande tristeza, me informaram posteriormente, que outros médiuns estavam começando a captar toda a trama envolvida: a ressonância e os bolsões.
Nestes momentos descritos passei fortes sensações; das mais estranhas que já me ocorreram, sendo difícil transmiti-las. A atuação espiritual externa diretamente em mim foi inequívoca: senti dores e outras sensações em meu corpo físico e, pela primeira vez, dor além do físico. Qualquer um que passasse por situação semelhante mudaria seu sentimento para com a vida, pois traslada o crer na espiritualidade através de evidencias documentadas e descritas, para o acreditar pela prática, mostrando a magnitude da atuação de forças espirituais sobre ser humano.
Em outras seções específicas de nosso site os termos aqui usados e maiores considerações sobre o processo da apometria, como ocorre, são explicados. O que deve ficar claro é a seriedade que o trabalho da Apometria exige e que, infelizmente, vem sendo praticado por algumas pessoas em consultórios terapêuticos, sem uma corrente firmada e sem o auxílio de entidades manifestadas. Espanta-me pensar que ainda haja quem acredite que a apometria seja uma mera técnica anímica.
Convido os leitores a pensar no que poderia ter acontecido ao médium e também ao atendido, não houvesse na FGC as condições necessárias, físicas, morais e espirituais para conduzir estes processos a um bom termo.
Um médium da FGC"