Desde o início do século XX ensinamentos milenares têm chegado até nós sob a orientação de um destes instrutores, o venerável Thamataê, filho do planeta Vênus que, há milênios, uniu seu destino espiritual ao nosso temporário lar no universo, a Terra.
Desde o primeiro momento de manifestação, aproveitando nossa herança indígena, utilizou a roupagem de simples caboclo, passando a se comunicar através do médium Zélio Ferdinando de Moraes, humildemente, como o Caboclo das 7 Encruzilhadas; com esse singelo nome introduzia a alusão de que não existiam caminhos fechados para ele e para todos os que lançassem as sementes do amor desinteressado que não conhece fronteiras e obstáculos.
Sua mensagem era de fraternidade; esclareceu desde a primeira ocasião que o novo culto que começaria a ser implantado acolheria toda e qualquer entidade que quisesse ou precisasse se manifestar para trabalhar na prática da caridade em benefícios dos necessitados, independente de cor, raça, credo ou posição social.
No dia 15 de novembro de 1908, ao se comunicar pela primeira vez, aproveitando a oportunidade do médium escolhido estar numa sessão espírita, declarou que ali estava faltando uma flor. Em transe mediúnico o médium então se levantou e saiu para o quintal; voltou logo em seguida trazendo uma rosa branca que colocou no meio da mesa; agindo assim a entidade já ensinava os princípios básicos do culto que viria a fundar, mostrando que aos homens faltava a simplicidade, a pureza e a humildade.
Desde então, o árduo trabalho de reintroduzir o culto baseado nos antigos rituais atlantes, não cessou mais.
Muitos outros iluminados, oriundos dos mais diferentes orbes siderais, se uniram a este projeto planejado por séculos incontáveis, apenas por amor desinteressado a esta jovem e ainda claudicante humanidade. Nas décadas que se seguiram os ensinamentos de simplicidade, humildade e pureza por ele trazidos continuaram a ser passados através de outro médium, o médico conhecido como dr. Silvio. Depois disso, há quase meio século, começaram a ser ministrados através de Roger Feraudy, sensitivo de apurada percepção.
Novamente é chegada a hora de erguer a ponta do véu e, a partir daí, começar o trabalho de esclarecimento sobre a verdadeira umbanda. Embora tida como uma religião que abraça os desfalecidos e desesperançados que peregrinam em busca de alivio para suas dores, mantém uma aura de desconhecimento quase suspeito; por falta da palavra escrita é ainda um culto mal interpretado, onde as mais diversas versões sobre suas origens, assim como estranhos rituais, convivem com insipientes lampejos de luz; costuma até ser temido ou ridicularizado por muita gente e, por isso tudo, até mesmo o vínculo à umbanda chega, por vezes, a ser ocultado por seus adeptos.
A semente permaneceu na obscuridade da terra até o momento de brotar transformando-se em arbusto. No futuro poderá transformar-se em uma árvore frondosa que dará muitos frutos. Assim, durante décadas, Roger Feraudy trabalhou incansavelmente para trazer à luz os ensinamentos de Thamataê no corpo de ilusão do Caboclo das Sete Encruzilhadas, entre outras roupagens utilizadas pela entidade. Cuidou a cada dia da sementinha que esclarece as verdadeiras origens da umbanda e resgata os antigos rituais dos Templos da Luz, revelando os porquês do comprometimento do povo brasileiro com o Projeto Terras do Sul.