Importante observação
"É preciso não confundir o Cerimonial da Corrente Azul e a própria Corrente Azul. A umbanda é o mediador visível no plano terreno para o Cerimonial da Corrente Azul, porém a Corrente Azul, pura e simples, constando de preces ou invocações do santo nome do Mestre Maria, adota o ecletismo como principal meta para atingir o coração dos homens. Todas as seitas, todos os credos, todos os círculos de pensamento ou filosofias são utilizados por ela, de forma sutil, quase indireta, procurando conservar as diferentes crenças, sem modificar de forma alguma suas estruturas ou seus conceitos básicos. Esse trabalho indireto se faz sentir pela atuação amorosa e suave, lentamente trazendo com o apelo insistente do amor, vários seguidores para suas fileiras. A lei do amor é a tônica, o escopo principal desse trabalho, que é particularmente dirigido ao coração de todas as mães terrenas. A finalidade é demonstrar a todos, não importa de qual religião ou seita participem, que somente pelo amor poderá ser salva a humanidade... Na umbanda colaboram na Corrente Azul como intermediários das linhas de Oxossi e Oxalá, o Caboclo Araribóia e o Caboclo das 7 Encruzilhadas (mestres siderais que humildemente vieram colaborar no movimento da umbanda no Brasil). Desta forma podem ser invocados mentalmente após a prece do Caboclo Ay-Mhoré (se o grupo achar mais fácil pode cantar os respectivos pontos das linhas de Oxossi e Oxalá - um de cada linha, de forma afinada e organizada e em tom de voz baixo - ver sugestões no capítulo Pontos Cantados - Curso de dirigentes - seção Curso on line - todos os pontos lá relacionados foram ditados pelas próprias entidades)".
Livro "A Divina Mediadora", de R. Feraudy, cuja sinopse se encontra na seção "Literatura".