Entendendo melhor
- não confundir distúrbios de memória com distúrbios de atenção
- o cérebro funciona como um grande computador onde as informações vão sendo armazenadas durante toda a vida; todavia, já se sabe que seu espaço é limitado e, por isso, conforme envelhecemos vamos liberando espaço de armazenagem, simplesmente jogando fora coisas sem importância e deixando de registrar outras tantas do mesmo tipo; por exemplo, não precisamos nos lembrar que roupa usamos ontem ou até mesmo que dia é um aniversário, até porque para isso existem as agendas
- desta forma o cérebro passa a armazenar apenas o que é de vital importância; o interessante, no entanto, é que quando um fato importante é resgatado, todos os assuntos colaterais a ele também o são de maneira automática; por exemplo, quando lembramos de um livro, todo o conteúdo é revisto, assim como onde estávamos quando iniciamos a leitura, onde o compramos ou quem nos presenteou, quem recomendou, etc1
Causas prováveis dos verdadeiros distúrbios de memória
- se compararmos o cérebro com um atleta, veremos que este se forma não só pelo uso contínuo de uma atividade muscular, como também pela repetição dos exercícios físicos; com o cérebro é a mesma coisa, isto é, se não o exercitarmos regularmente e de forma continuada, ele não terá criado condições de funcionar bem até o fim da vida; ele não criou seus "músculos", que são as redes neurais; colocaremos abaixo formas de exercitá-lo
- ansiedade, depressão ou outros problemas do gênero, que fazem com que o indivíduo ocupe seu tempo com coisas limitadas, já que seu universo se restringe à suas queixas ou dores emocionais
- desinteresse em aprender coisas novas ou pelo mundo à sua volta; pessoas que acham, por exemplo, que ouvir um noticiário é uma bobagem, pois só vai ouvir coisas ruins, etc.
- uso de drogas ou álcool, fumo, poluição excessiva
- doenças neurológicas diversas, como o Alzheimer ou a aterosclerose, por exemplo
- obesidade, diabetes, pressão alta
Alimentos que ajudam na prevenção e controle do problema
- alimentos com ômega 3 (pois as células nervosas são lipídeos a ômega 3 é uma gordura "do bem"), como linhaça, oleaginosas ou azeite
- alimentos que combatam os radicais livres (pode-se saber mais a respeito na página de dicas dos "alimentos da terra"), como laranja, limão, brócolis, couve, abacate, cereais integrais, etc
- alimentos que ajudem a criação de "músculos" cerebrais e sua ação, como cereais integrais, sementes, oleaginosas, feijões, etc
Dicas
- exercitar o cérebro com exercícios simples que tragam
novidades com ações que desafiam a rotina; por exemplo:
. andar para trás
. tomar banho de olhos fechados
. aprender uma nova língua
. fazer palavras cruzadas ou outros exercícios parecidos
. aprender um novo tipo de dança ou outra atividade física jamais realizada, como natação, tai chi chuan, yoga, etc (muitas prefeituras oferecem essas atividades gratuitamente - é só se informar)
- fazer check up anual, ou pelo menos consultar um cardiologista regularmente
- diminuir ou evitar o consumo de açúcar, que causa problemas endócrinos, atrapalhando o cérebro