Thamataê
Somos todos um no universo

"_ Meu povo, Mestre: tenho obrigações sérias para com ele. Ensina-me, poderoso Mestre, como salvá-lo.
_ Amor! Amor! Ama integralmente todas as coisas, pois a única lei absoluta que existe no universo inteiro, é a lei do amor. Todos os povos do Universo são o meu e o teu povo. Todos necessitam ser salvos. O único caminho para salvar o homem é o amor. Não serás tu nem ninguém que salvará a humanidade. O homem, o próprio homem é que se salvará de si mesmo. O homem salvando o próprio homem.
_ Não entendo, Mestre.
_ Ninguém pode ajudar ninguém; cada um tem que ajudar a si mesmo. Quando o homem compreender essa verdade, quando encontrar a si mesmo, quando se libertar, então aí, terá conhecido a verdade que o conduzirá ao seu destino certo. A humanidade inteira será profundamente infeliz enquanto houver um homem infeliz e não liberto de seus instintos animais.
_ Compreendo Mestre, mas sou responsável pelo meu povo; ele agora, mais do que nunca, depende de mim.
_ O homem só depende de si mesmo. O homem é dono de seu destino e comandante de sua alma.
_ Mesmo assim, eu gostaria de ser responsável por todos meus súditos: eles ainda não possuem adiantamento espiritual necessário para poderem salvar a si próprios. Rogo, pois, humildemente, grande Mestre, que possas me ajudar a salvar a todos.
_ Um homem debatia-se, suspenso num abismo enorme, seguro num galho por uma das mãos. Já quase se esgotavam suas forças quando um caminhante que passava, ouvindo seus gritos, correu pressuroso para ajudá-lo. Debruçou-se na beira do abismo e esticando os braços procurou içar o homem em perigo. Desesperado, o homem segurou com força os braços do seu salvador, que não suportando aquele peso enorme, desequilibrou-se e os dois caíram no abismo.
Compreendes, meu filho, o perigo que te expõe querendo salvar? Existe sempre um duplo perigo. O daquele que salva, e o do outro que é salvo. Porque, antes de salvar, o homem precisa ser salvo... Estás preparado para salvar, filho meu?"


Resposta de Thamataê em sua existência como o sábio conhecido como Anhangá, o solitário da Montanha Azul a Ay-Mhoré, quando este lhe pedia uma solução para salvar seu povo decadente  e egoísta dos cataclismos que se abateriam sobre a Terra Mãe, em A Terra das Araras Vermelhas, de R. Feraudy.

* Ordem de serviço é quando nas proximidades do desencarne de um médium, é designado o próximo que servirá de veículo de manifestação para determinada entidade. Como se sabe várias entidades, de hierarquias diferentes, se apresentam sob o mesmo nome, seja por vontade própria ou pela do médium, mais frequentemente. Os médiuns, no entanto, deveriam tentar entender que o que importa realmente é a caridade prestada e não o nome da entidade que gostariam de receber. Infelizmente muitos dizem receber os originais Babajiananda ou Pai Tomé, entre outros avatares, e até mesmo o caboclo das 7 Encruzilhadas.
A grande maioria dessas entidades permanecem atualmente em corpos supra físicos zelando pela humanidade em diferentes lugares do universo; suas consciências, todavia, estão sempre disponíveis para distribuirem sua sabedoria amorosa.
Originário de Vênus, veio com seu mestre Aramu-murú e outros 15 discípulos, incluindo seu irmão gêmeo Kalami, para, inicialmente, promover a instalação dos Templos da Luz na primitiva Lemúria. Nas migrações atlantes estabeleceu e dirigiu o Império Paititi na Amazonia, trazendo a sabedoria dos homens das estrelas.
No começo do século XX teve como missão reimplantar a Aumpram no planeta, usando como corpo de ilusão o caboclo das 7  Encruzilhadas. Da mesma forma que Babajiananda, não passou a ordem de serviço* depois do desencarne de seu último médium.
Sua história está contada nos livros Baratzil e A Terra das Araras Vermelhas, cujas sinopses estão na seção "Literatura".