Existe ainda um fator preponderante sobre a verdade que é o difícil desapego de antigos padrões; muitos deles sabemos estarem ultrapassados, mas ainda assim não liberamos, pois eles nos colocam, muitas vezes, no controle de situações e pessoas. Desta forma, se o copo já está cheio de água, como coloco mais? Preciso esvaziá-lo. O mesmo se dá com nosàas verdades.
Uma nova verdade ignorada por nós devido à nossa arrogância é o resultado do querer TER ao invés de querer SER. E o mais importante é SER sem ser dono da verdade. Apenas SER.
Quanto mais querermos TER, mais nos tornamos pesados. Pesados por acharmos que podemos controlar tudo à nossa volta independente dos desejos dos que nos rodeiam; tentamos traçar o caminho dos outros como se fossemos salvadores incontestáveis, esquecidos de que tudo isto nos leva a afundar cada vez mais nos pântanos da ignorância ou do egoísmo, provocando um embotamento da consciência.
Este embotamento gera deficiências na perspectiva que temos do prisma, levando-nos a visualizar cada vez mais um número menor de facetas, chegando ao ponto de enxergarmos uma única faceta deste prisma, a qual proclamamos como única verdade.