Verdade
O que é a verdade se não um prisma com várias facetas que mudam de acordo com o encontro da luz. A luz nada mais seria que o conhecimento  alcançado por um  individuo;  a medida que este conhecimento é ampliado vai mudando o entendimento de quem  olha este prisma.

Também podemos dizer que quanto maior conhecimento, maior será o número de facetas a serem observadas neste prisma, pois só vemos aquilo que a nossa mente já assimilou através da informação recebida ou através de vivências.
Existe ainda um fator preponderante sobre a verdade que é o difícil desapego de antigos padrões; muitos deles sabemos estarem ultrapassados, mas ainda assim não liberamos, pois eles nos colocam, muitas vezes, no controle de situações e pessoas. Desta forma, se o copo já está cheio de água, como coloco mais? Preciso esvaziá-lo. O mesmo se dá com nosàas verdades.

Uma nova verdade ignorada por nós devido à nossa arrogância é o resultado do querer TER ao invés de querer SER. E o mais importante é SER sem ser dono da verdade. Apenas SER.

Quanto mais querermos TER, mais nos tornamos pesados. Pesados por acharmos que podemos controlar tudo à nossa volta independente dos desejos dos que nos rodeiam; tentamos traçar o caminho dos outros como se fossemos salvadores incontestáveis, esquecidos de que tudo isto nos leva a afundar cada vez mais nos pântanos da ignorância ou do egoísmo, provocando um embotamento da consciência.

Este embotamento gera deficiências na perspectiva que temos do prisma, levando-nos a visualizar cada vez mais um número menor de facetas, chegando ao ponto de enxergarmos uma única faceta deste prisma, a qual proclamamos como única verdade.